Risco cirúrgico sem mistério

O que avaliar antes de operar e por que essa etapa faz diferença na segurança do paciente.

Muitas pessoas ainda enxergam a avaliação de risco cirúrgico como uma etapa quase “burocrática” ou como uma mera ação padrão. Mas essa percepção é um erro. Antes de qualquer procedimento, é fundamental entender que cirurgia não envolve apenas a técnica, envolve a resposta do organismo como um todo. E é exatamente isso que a avaliação de risco cirúrgico analisa.

Esse processo investiga fatores como saúde cardiovascular, função pulmonar, presença de doenças crônicas (como diabetes e hipertensão), uso de medicações e capacidade funcional do paciente. Diretrizes médicas internacionais, como as da cardiologia e anestesiologia, orientam essa análise para reduzir complicações.

Ignorar ou subestimar essa etapa aumenta significativamente o risco de eventos como infarto, complicações respiratórias, infecções e até problemas no pós-operatório. Mais do que “autorizar” uma cirurgia, a avaliação de risco permite preparar o paciente, corrigir fatores de risco e escolher o melhor momento para o procedimento.

Cirurgia segura começa antes do centro cirúrgico. Começa com uma avaliação bem feita.